Olá meninas! Nesta sexta vim falar de duas das minhas paixões: Melissas e a minha profissão.
Meu nome é Caroline Cardoso, tenho 35 anos, sou casada, professora de Matemática, gosto demais de melissas, tatuagens, moda e boa música.

             
Sou melisseira desde criança. Penso que tive muita sorte em viver nos anos 80 e poder ter muitas melissinhas com sacolinhas e pochetes. Mas infelizmente, daquele tempo, não sobrou nenhuma.
Hoje, minha coleção chega a setenta e poucas Melissas. Guardo minhas melissas com muito cuidado e organização, para isso, não jogo as caixas fora e faço uma etiqueta para cada uma delas, pois essa foi uma maneira de conseguir achá-las mais rapidamente e também de lembrar de cada uma.


             No início do meu post disse que ia tratar sobre as melissas e minha profissão, pois é, sou professora concursada do Estado do Paraná e como todas sabem estamos passando por uma greve na qual fomos todos muito mal tratados, de forma truculenta e sem piedade nenhuma.
Peço licença a todas as leitoras, que além de melisseiras são cidadãs e estão “ligadas” nos assuntos do momento, para tratarmos desse assunto tão sério.
Não quero ser unilateral, mas gostaria de fazer uma breve explicação sobre nossa greve. Estamos lutando por direitos já conquistados anteriormente, não pedimos aumento. Queremos melhores condições de trabalho. No dia 29/04, última quarta-feira, estávamos na luta pelo nosso fundo previdenciário. Todos os funcionários públicos, têm nos seus salários descontados todo mês um valor de 11% para pagar a sua aposentadoria, esses valores vão para um fundo previdenciário, complementado por uma outra porcentagem que é de obrigação do Estado do PR. O Estado não deposita a sua parte neste fundo há alguns anos, e ainda quer se apropriar, por meio do PL 252/15 de até R$ 2 bilhões por ano, para pagar as suas contas, os seus desperdícios e sua corrupção.
Entendo que essa luta, que não é só dos professores, mas deveria ser de todos os funcionários públicos do Paraná, não poderia ter tido um dia tão trágico. Enquanto eu corria e chorava, pensava: “Como estudei tanto e estou passando por isso? Como todos nós aqui, sujeitos a dormir em barracas, sentar no chão, comer qualquer coisa e esperar dias e mais dias por uma decisão, estamos agora levando bomba?!” Cai nas lágrimas. Ainda sinto que devia ter chorado mais. Talvez com esses protestos eu consiga lavar a alma. Mas jamais esquecerei o dia 29/04/2015. Também não esquecerei os políticos que disseram um “não” à educação.


(Foto: Rodolfo Buhrer / La imagem / Foto arena)
      

Quis muito usar esse espaço para também protestar. Estou de luto e na luta. Estou na luta, como todos os professores, por uma educação melhor não só no Paraná, mas em todo o Brasil.
Termino este post com uma foto com meus colegas de trabalho, na frente do Palácio das Araucárias, eles estavam na luta junto comigo e, também, uma imagem da minha casa em protesto, pois aqui todos nós somos professores e estamos de luto.



“Escolhi ser professor. Minha profissão é generosa. Meu ofício é nobre. Com humildade aprendemos, com amor ensinamos.” Gabriel Chalita



P.S.  NOSSO APOIO AO PROFESSORES DO PARANÁ E DO BRASIL QUE LUTAM POR UMA EDUCAÇÃO MELHOR TODOS OS DIAS E SUAS ÚNICAS ARMAS SÃO APENAS O GIZ E OS LIVROS.


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